Lei ---- turas
A leitura é a reafirmação do pensamento alheio com várias pitadas de senso crítico tomado por nuances de preciosismo ou por vezes do achismo exacerbado das circunstãncias... e tentamos por vezes classificar e interpretar não isentos de nossas vivências de nossa operacionalidade do gênero que projeta mesmo esquecendo tão rapidamente o passado.
O passado quando aberto através da leitura é como aquele rio que destemperadamente insiste em correr para a desembocadura. Muitas vezes alargando suas margens, outras apenas sinuosamente percorrendo o mesmo caminho. Quando do passado somos o rio de nossas histórias, alargamos a nossa trajetória ou apenas calmamente seguimos o curso na certeza do destino?
Será que tudo é precedente? Ou apenas temos a falsa ilusão de sermos únicos nos atos e nas idéias? Quando lemos ficamos a par de inumeras outras historias dentro de outras que se intercalam e que por vezes mesmo sendo contemporâneos temos a visão diferente de determinado fato. Mesmo esse sendo conhecido por massas de pessoas, essas pessoas têm, por sua singularidade o direito de livre interpretação.
Caem por terra os tribunais, as leis, estutos e normas? De forma alguma. A sociedade necessita delas, a lei natural, nascida da racionalidade inata, nao consegue respeitar os limites do outro. É como aquele rio que alarga suas margens como enxurrada, que extravasa sem pensar em consequencias ou finais.
O homem produto do tempo, a Lei a mercê do tempo, sem conseguir acompanhar o curso dos pseudo- leitores tão ávidos de chegarem. Quando terminar a leitura até este ponto, já haverão inúmeras regras que infringi, outras que apaguei propositalmente..ou ainda aquelas que não foram criadas e lerei em algum lugar mais tarde.
M Soleni









