Pato Vermelho

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Macacos e Galhos

Sempre digo que a igualdade entre desiguais é burrice, justamente por que não há como ter a certeza que o bom sempre vencerá ou que o ruim será assim avaliado. Na nossa vida nós perdemos para os maus, assim como somos maus e prejudicamos os bons. Percebem? Em todos os momentos o mais puro dos homens ainda assim vai errar, vai distorcer, vai ludibriar, vai enganar-se e enganar a outros. Poderá também, esforçar-se menos ou até cruzar os braços para o que poderia ter feito, mas não o fez.

Julgar os outros  parece uma tarefa tão mais própria do nosso crivo e de nossa titulação em leis mesmo que jamais tenha passado por nossas mãos um código sequer. Ainda assim, somos tão bons em avaliação quanto o somos no fingimento. É característica inata a tendência a crítica, ao estranhamento e a intolerância. Existem proibições que jamais entenderemos porque existem, mas num dado momento alguém assim o quis e determinou e pelo medo, pelo desconhecimento e até talvez pela por nossa inércia e decidimos que não iremos questionar e passamos a seguir bitolados por um delinear alheio. E então, em algum lampejo de consciência alguém decide mudar isso e recebe todo o peso do julgamento da turma do “é proibido”.

Anos de intolerância no período das trevas, onde ser diferente era crime, então vieram os iluministas justamente trazer “luz” e dizer que a falta de racionalidade não pela falta de entendimento e sim pela falta de coragem e resolução era o que aprisionava o homem. Porem, saber que é preciso usar a razão não indica que a nossa razão é a mais acertada. E retornamos a questão anterior onde a racionalidade tão aclamada e desejada para libertar de crendices e dogmas, agora passa a ser a vilã agindo contra a emoção.

É de minha vontade que as minhas decisões racionais (pensadas) levem em consideração o sentimento que isso trás? E se for, que pecado há nisso? Não existe lei escrita que penetre na alma e ajuíze a sua capacidade de escolha. Escolher mesmo que o caminho errado ou a atalhos é particular.

Tudo isso pra dizer um ditado bem popular: “cada macaco no seu galho”

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

O dia dos Finados

Boa tarde Gente!

Passei um feriado meio malita, por conta de dois dias completamente sem voz, e o pânico de não falar de novo me deixou pior ainda, é o fantasma do estiramento de cordas vocais que voltou devido a onda de calor intenso, o médico me disse que eu preciso não me estressar mais....hehehe simples assim.

O Luiz me perguntou se eu não escreveria nada sobre a data de hoje: “O dia dos mortos”, também conhecido por “dia dos finados”, “dia dos fiéis defuntos” e termos assim meio macabros. Enfim, a tradição de celebrar em um dia os que já se foram é algo milenar, hindus observavam isso bem como quase todas as religiões da antiguidade.

Para os cristãos o ato em si era mais em memória daqueles que estavam ‘na memória de Deus’, cristãos criam na ressurreição, então sabiam que o que quer que esteja nos sepulcros não era mais a pessoa. Porém, no quarto século parece que as coisas mudaram e já se encontravam registros de menção ao rito aos mortos nas missas, mas o dia “oficial” só foi incorporado a doutrina católica no décimo século. A principio era a lembrança dos fiéis idos, mas aos poucos o povo foi atribuindo à questão da saudade e ficou para todos os mortos mesmo, bons e maus. ( veja a tradição motivando a doutrina)

Outro fato curioso é que a data era celebrada no dia 1º de novembro, que é o “dia de todos os santos”, mas parece que isso atrapalhava ai a festividade, por conta disso o dia dois de novembro foi eleito.

O costume de levar flores ao túmulo é todo celta. Os celtas comemoravam uma festividade chamada Samhain, onde acreditavam que durante uma determinada época os vivos e os mortos podiam se encontrar, então iam aos túmulos e os enfeitavam com flores

nota: as flores eram para a festividade e não para os mortos.

As velas acesas em túmulos eram o símbolo de que os cristãos eram “ a luz do mundo” segundo Jesus Cristo ( perceba que na época de Jesus não havia luz elétrica então a metáfora é valida com o que possuíam na época, a vela). Hoje em dia muitos cemitérios proíbem essa tradição, por motivos de segurança contra incêndios.

Existe ainda aquela nossa questão antiga que todos comentam “o tal vento dos finados”, pelo menos aqui no sul, onde vivo, geralmente o vento está presente sim, mas isso tem uma explicação nada sobrenatural, por conta da época do ano, sabe-se que o ar frio é mais pesado e o ar quente é mais leve. Durante o dia o aquecimento se produz com maior intensidade no continente. Logo, o ar mais frio tende a se deslocar para terra com o aquecimento do dia, o que provoca o vento Maral, que é o vento que denominamos “ vento dos finados” .

O que eu penso de tudo isso? Com todo o respeito aos mortos, ainda acredito que é preciso lembrar deles enquanto vivos. As vezes a pessoa não se digna a dar um abraço em vida, mas dispõe de 5 reais pra comprar uns crisântenos no dia dos finados. Isso me deixa muito mal, muito mesmo. Respeito as intenções de cada um em fazer da data um dia de reflexão. Mas os meus de quais sinto essa imensa saudade, já tem muito mais que velas e flores, os seus nomes estão gravados pra mim não em lápides, mas no meu coração.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Cuidado com a Cuca...

Quando a gente é criança parece tudo tão mais simples e a preocupação fica restrita a não ser xingado porque ficou até tarde na rua, e passar de ano na escola, a não ficar no frio pra não ficar doente, bons tempos!!!!!!!

Repararam também que a base do “não fazer” era sob ameaças meio que bobinhas mas que surtiam o maior efeito? O ser folclórico Cuca, por exemplo,já existia muito antes do Monteiro Lobato escrever “O sítio do Pica - pau –amarelo” e ele fez bem jus as atribuições maléficas da personagem que ele deu vida., e até hoje sei lá o que era aquilo??? Um aligátor de peruca loira e garras enormes? Hahahah Mas que medão que dava!!!

“Cuidado com a cuca que a cuca te pega! Te pega daqui, te pega de lá!” Uhhhh

Eu tinha um medo enorme dela, dela e do “velho do saco”... alias, na cidade de Porto Alegre a minha infância toda foi num sobrado estilo português, então como os quartos ficavam na parte de cima do imóvel, eu posso jurar a vocês que a Cuca, ficava no andar de cima!

Não acreditam?! Ora, é que ela só aparece quando está bem escuro e tarde...mas ela mora lá sim. Eu não subia as escadas sozinha “nem a pau”!!! É muito difícil uma mente infantil racionalizar que o “embuste” é justamente fazer com que mesmo algo irreal se faça uma ameaça presente....então assim....canseii de chorar no topo da escada e dali não saia até que alguém subisse ao andar de cima. Com o agravante que quando você é criança tudo parece imenso....

Alguns anos atrás estive na casa onde eu morei e apesar de grande, ter dois pisos, duas cozinhas, dois banheiros, (uma banheira branca que minha mãe me obrigava a limpar com saponáceo, rs) na minha memória ela era muito maior, talvez porque eu que era pequena.

Eu sinto muitas saudades dessa época, e minha infância foi de brincar muito na rua

( não existia esse vicio de games que as crianças tem hoje) e era o máximo!!

Gostava muito quando no dia das crianças a gente ia pra Cristovão, no ‘criança na avenida’(será que ainda tem?)...saudades mesmo! Hoje em dia os piás não querem jogar botão, nem bola de gude, carrinho de rolimã e nem bafo ( eu era campeã no bafo de figurinhas) Ta pensando ai né, to citando só brincadeiras de meninos...ahh pois é... é que no nosso bairro havia uma “cúmplice idade” com os guris então eram as coisas que eu brincava.

Tudo mudado nas novas gerações, hoje ainda me perguntaram o que era “cinco marias” hehehe me deu vontade de dizer o nome de cinco marias e pronto, que ofensa a minha cultura infantil ora!!! Rssrsrsrsrs

E refletindo nessas coisas eu pergunto: “ O que seria a Cuca de hoje pra essa meninada que está por ai?”

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Imagem x palavras...

Não sei escrever sobre vocês então vão as imagens...

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Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Tudo é questão de Fé!

Tudo uma questão de fé! Fé no sentido de crença em determinado fato ou situação esperada, seja ela descabida e imprópria, mas contida de todas as variáveis que fazem do impossível e da possibilidade remota um verdadeiro milagre do acontecimento.

A palavra fé, sempre esteve atrelada a questões religiosas, no entanto, em toda a nossa vida nos deparamos com situações em que cada um em determinados momentos precisará da fé ou em acreditar em coisas improváveis. O cotidiano cobra uma postura em que você crente no destino ou levado por marés de possibilidades, culminará ou êxito de nossas investidas ou no completo fracasso de nossos empenhos.

O homem sem fé é um enganador. Engana a si mesmo e outros com a certeza dos desfechos que nem o mais sábio dos homens poderia ter. Afirmar é um verbo perigoso e não raro fazem-se dele os que ousam disfarçar-se de senhores da verdade.


Acreditar mesmo que o que desejamos seja escandalosamente impossível não causa desonra a ninguém, antes, tempera a vida daqueles que têm na esperança uma amizade antiga de perseverança.


Quando presenciamos coisas fantásticas se concretizarem mesmo tendo por empecilho todas as regras do universo, então descansamos nossos olhos por um instante, nosso peito infla-se e soltamos o ar como se dispensássemos toda angustia até o momento. E o coração dispara num ritmo acelerado e toda a endorfina do mundo corre em nossas veias. É o milagre da fé numa reação cuja força é capaz “de mover montanhas” como disse Cristo.

No entanto, ainda citando o Mestre “o fé sem obras é morta”, engana-se aqueles que pensam de ociosidade a vida de uma pessoa de fé...a fé força-te ao movimento, conduz a um caminho, mas é preciso trilhá-lo. Nada se conquista se não houver a firme convicção aliada à ação de conquistar.

Os verbos se cruzam, crer e fazer, mas é do substantivo homem que falamos, e talvez seja esse o  mais advogado do diabo na frase.

Contudo, os injustiçados pela douração de pílula, os homens de fé, ainda são os que mais admiro e respeito. Pela coragem de colocar os seus projetos em pauta e mais ainda por lutar por eles.

M Soleni

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Domingo, Outubro 25, 2009

Sobre a autora /sobre o blog



A pedido dos leitores que não sabem onde escrever pra me dizer coisas ( espero que boas) vou abrir esse espacinho aqui.

Ps.: Gabi, nao precisa mais escrever como anônimo hahahahahaha!!!!!!!!!!!



Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Amigo de Infância

Bene, senhores... então é fato que existam episódios que eu necessite desesperadamente contar, porque brilham meus olhos e me reportam a um tempo atrás, onde eu acreditava que as trovoadas em dias de chuva era o "Senhor" a jogar boliche nos céus! Rs...Bom, mas não é sobre mim o fato que cito, mas algo que acompanhei e que achei lindo.

Fiquei sabendo da triste história do Zidane ( Zidane é um amigo do meu sobrinho que tem esse nome vocês já devem imaginar porque o pai dele odeia futebol e mais ainda a França). Aconteceu que o Zidane e o Léo ( meu sobrinho) estavam na casa da minha irmã fazendo um carrinho de rolimã ( pra quem não sabe o que é um carrinho de rolimã, sinto muito mas não tiveste infância).

Estavam os dois na maior empolgação pra construir do protótipo de F1 de madeira e pregos e rodas ( de rolimã ahááá tendeu não  é?) Emfim, aconteceu que o Zidane no ápice de sua empolgação pregou meio que torto justamente o eixo que daria molezo a criação deles, e estarrecido com o acontecido me vira só em chutes com a firme decisão de acabar com o suspiro de vida e resquicio de existência do projeto.

Zidane porém, incorreu num acidente e num dos golpes acabou por ficar com o pé preso justamente num dos pregos do "veículo". Enfim... acabada a brincadeiras, Zidane foi meio que cabisbaixo pra casa, acredito que mais desiludido por nao ter o carrinho de rolimã que com a dor do pezinho dele. O léo? O Léo é franzino e zolhudinho e tava bem mais até pela certeza da "arte" que fizeram.

Zidane foi levado ao posto médico e medicado e voltou pra casa com uma atatura meio cor de burro quando foge! No entanto, a coisa se tornou mais séria do que parecia... Zidane se queixava cada vez mais de dor e não dormia a duas noites, levado ao hospital perceberam que o prego havia atingido o osso e não só a carne. As coisas foram piorando e os médicos falaram até em amputação! Eu me apavoro com isso sabem? Acho que eu me desesperaria se fosse mais do garoto.

Pois bem, aos poucos o Zidane foi reagindo aos antibióticos fortissimos e melhorando, e afastou-se a cogitação de retirar o pé do menino. E então ai que vem a parte que quero comentar com vocês. Quando o Zidane pode receber visitas, minha irmã foi levar o Léo para vê-lo ..o Léo portava nas mãozinhas uma caixa de bom-boms, calça de jeans, camisa de gola pólo, um lambido no cabelo e aqueles olhos "zolhudinhos "que eu comentei antes. Ansioso pra ver o Zidane.  E assim foi.

Passado o momento da visita, o Léo retorna pra casa e percebo no seu pulso fininho que ele tinha uma pulseira. Perguntei pra minha irmã o que era. Ela me disse:

_ " Ahhh o Zidane deu a ele a pulseira do Hospital ( aquelas que identificam paciente) que é pro Léo não esquecer que ele vai sair dessa!"

Juro pra vocês, isso me deu um aperto tão grande no peito que eu tive que disfarçar os olhos marejados porque eu simplesmente achei lindo o gesto das duas crianças.

Por isso que acredito no homem, embora o tema... porque sei que coisas maravilhosas são possíveis através de gestos tão simples mas de uma plenitude universal que nos remete a sentimentos nobres.

End

 

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Conselhos

Marcia,você precisa se desarmar e espero verdadeiramente que você impetre o fazer. Fazer isso com você e só por você e não perceba isso como uma crítica esse desarmar é algo tão besta tão simples que posso citar situações ridículas como no início de um namoro onde tudo é perfeito ainda mas você se arredia sem maldade e sem malícia conta uma mentirinha besta sem conseqüência sem intenções tão insignificante que nem se lembra dela e algum tempo depois lhe serve de exemplo pra você entender que se você estiver em paz não vai ter esses segundos pensamentos que interferem na sua compreensão que te deixem arredia que façam você ter instantes de não sei ao certo a palavra excitação ...

Mas não é bem esse o caso seria mais ou menos como quando no calor de uma discussão você faz algo que não faria mas em proporção muito menores em momentos simples e singelos e isso que eu digo pode ser fácil sobre entender e compreender saber o que esperar sobre existir uma verdade que não é só minha verdade e não digo que a tenho por completo nem que você não a tem.

O tempo todo digo que você ainda vai tê-la num amor, num momento de um amor em algum momento de sua vida e tudo será tão claro que você poderá sempre tentar resgatar aquele "sentimento" e tentar fazer daquele momento um "objetivo" um meio de vida isso pulando pela janela do 7 andar e fazendo piruetas pela rua saltitante e mesmo morrendo de ciúmes ou se entregando a seu amor você saberá que existe a paz

(Luiz, Seta. )

Meu querido amigo desbocado e bonachão que veio me dar uma lição de moral. hehehehe

Seta, não encaro como crítica e faço questão de comentar à você. Acredito que você enxergue alguns dos dilemas que povoam a minha vida que é como você mesmo me disse, enxergar as pessoas mais belas do que elas realmente são. Responder firme as convicções que eu gostaria que houvessem mas que é da minha covardia o usar das palavras como refúgio. Eu me esforço pra poder não ser sempre ‘politicamente correta’, porque não sobreviveria nesse mundo. Também não possuo verdades, mas vivo mesmo tentando não errar, quando isso eu sei que é impossível e ainda assim, eu me arrebento tentando.

“ Faça o que é melhor pra você” Tu me diz sempre! De fato é o que preciso. Eu não quero ser indiferente e apática, mas não suporto a pressão que eu mesmo me imponho de ser uma pessoa melhor, então estou em dívida comigo e não com outros. Se os enxergo como bons e merecedores e não o são é o prisma de onde vejo que está distorcido e eu tenho consciência que é o interno que precisa modificar o externo e não o contrário. Percebes? Não falta-me o raciocínio, falta é a coragem mesmo...hahahha

Agradeço a preocupação e principalmente a cara de pau de vir me puxar as orelhas! E o pior, merecidamente! Hehehe.

Pular da Janela do 7º Andar??? Putz..Forçou isso!!! Nemmm pensar... prefiro a parte do saltitante pela rua...hehehe

Beijos

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Folguedo

folguedo

Tempo.
Tic tac.
Demorou...
Tic tac.
Fui...
Meio nua, meio crua,
Perpendicular.
Você!
Agarrei-te.
Sua vez!
Tempo...
Tic tac...


M Soleni

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Tirinhas

Faz tempo que não fazia uma tirinha... hoje pra me divertir saiu essa ai...

ma-e-o-sapo-ciumes

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Respondendo as perguntas


Make on Snapvine

Por pura preguiça de digitar gravei as respostas...beijos!

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Ego

Ô coisa boa quando o Ego fala assim no seu ouvidinho!
Hoje me perguntaram porque fui seguir uma carreira administrativa e não outra.. nem sei... mas fiquei muito feliz de ler o comentário do Dr Evandro Limongi Marques de Abreu ( direito criminal e da família e psicanálise)

"Marcia você é original (já escrevi isso aqui) e adoraria, muito honrado, tê-la como colega! "

Meu querido, quanto tempo nos falamos nao é mesmo?  Bene, ser sua "colega" é ainda anos luz pra mim de distância, mas acredite o prazer é meu em saber que me tens nessa conta.
Não fui sua aluna nao é? Mas seria igualmente uma honra pra mim ter dito o sr como mestre. Obrigada!

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Terça-feira, Outubro 13, 2009

Vontade



Eu quero falar-te baixinho,


Assim com descompasso de fonemas,

Desse gemido constante e pueril.

Dessa minha boca quente e famélica de beijos.

Sussurrando um idioma ébrio,

Gotejando o sorvido de você em mim.

Das minhas mãos retesando os músculos,

Dessa sinfonia híbrida e insana.

Quero falar-te assim, devagarzinho.

Assim, desse jeitinho dionisíaco de ser.

Cambaleante, entorpecente, desintegrador.

De lampejos sórdidos de prazer.

Dominadora e imprevisível vontade,

Dessas que nos fazem perder o rumo,

Desgovernando o provável juízo,

Sintetizando e somatizando a razão perdida.

E eu ainda quero falar-te assim, sussurradinho...

Confidenciar-te palavras vulgares,

E sentir o teu desejo latejar em mim.

Onde meu corpo reclama, o suspiro de um gozo teu.



M Soleni

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Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Queijos e goiabadas

Hoje acordei saudosista e quando isso acontece volto a mexer nas minhas gavetas, talvez pra relembrar quem sou e porque cheguei até aqui.

Vamos leitores, vocês me lêem todos os dias e sabem tão pouco de mim porque não raro falo sobre temas já propostos e gastos onde vinculo a opinião pessoal, dessa que vos escreve sempre na correria. Mas sobre mim, do que o vento da impressão lhes impõem, sabem apenas um aceno de mão que venho dar de vez em quando. Existem pessoas que, no entanto, sabem exatamente como prender a minha atenção e que palavras usar para me fazer viajar em circuito de real x imaginário.

Mexi numa caixa com inúmeros papéis e lá haviam  lâminas, trabalhos, provas, resenhas, fichas de leituras da época em que ainda cursava História...e como eu acho bonito repassar o que sabemos... por que isso sim é aprender as avessas, onde o outro lhe permite no gesto de ensinar a paciência do aprender.

Eu penso na grande lástima que é o sistema de educação que temos e em como é dificil fugir dos padroes normativos tão distorcidos. O educador e o dilema entre: educar para a sabedoria ou educar para o sucesso? Eduar para a competitividade que exige e pior que isso obriga-nos a ferocidade do vencer, ou para que vivamos pacificamente em sociedade?

Educar é muito mais que isso, é ensinar o silêncio e a reflexão e que o mundo das palavras tem o peso de vida e morte.Sabem aquela hist legal de que tudo que vc disser pode ser usado contra você? E tudo que você disser também pode ser para o seu proveito...mas a decisão de falar ou não ainda é sua e as consequencias também.

Não é a questão de que os homens inteligentes são sábios, nem sempre o são, porque a sabedoria exige mais que inteligência. Muitas vezes sabemos qual o rumo tomar mas esbarramos no peso das massas do senso comum e de sermos aceitos socialmente. É receio? Não. É medo! Racionalizamos, adestrados estamos para agir assim, com o sentimento sufocado, porque acreditamos que é melhor viver de uma aparência opulenta e robusca que da realidade frazina e miserável. Fingimos!

E é exatamente isso que penso daquelas pessoas que são casca de tudo, verniz de uma de mão de suas próprias vidas, e não adianta lerem milhoes de livros, porque por trás de tantas citações livrescas pode-se esconder inteligencias tacanhas e corações mesquinhos que usam os livros não como janelas, mas como escudos e lanças.

Eu acho tão lindo quando uma pessoa diz uma coisa simples mas que aquece o meu coração, uma coisa dela mesma, sem ser repeteco do pensamento de outro.

Ahh e achei também num envelope pardo um monte de figurinhas da "amar é" lembram aquelas do casalzinho peladinho???? Tem uma com a frase: Amar é....

e abaixo o texto

" dar um amasso" ( hahaha que figurinha mais sincera)

bene, não discursarei mais, vou dormir que amanhã tenho trocentas coisas pra fazer e a que eu queria nao vai dar... entao vou fazer uma coisa que adoro pra amenizar um mpouco isso que é tomar um excelente cappucino! Que saudade!!!!

M Soleni

 

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Abre-te Cérebro!

Abre-te Cérebro
Disseste não aos delírios,
Movimentaste a adrenalina,
Taquicardia infame.
Dominaste a origem dos sentimentos.
Somos cúmplices, o rubor e eu.
Do cio, a natureza do instinto.
Revelada na torpes do meu corpo.
Na conquista foste
Cérebro, cérebro, cérebro!
Prendeu-me em seus circuitos.
Vivencie passagens, colhi emoções.
Sofrimento imaturo e inconstante
Retratei você no Sistema límbido,
E paralisei as janelas da mente.
Não dormiste em noites calientes
Estrelas cadentes- presságio de felicidade
Nem sentiste o orvalho
Gotejar vida em tua epiderme.
Racional, quero acreditar que somos,
Passado invernos e primaveras
Sem a latência da paixão.
Mas o amor faz reboliço.
Às vezes fica às vezes parte.
Arrasta uma dezena de fantasmas
E a razão, Ah! a razão,
Não quero voltar a ser,
Quero ter a plenitude do tempo
A memória furtiva.
Quero que abra-te cérebro,
Que sejas a meu favor,
Que não lutes contra mim.
Se o amor me abrasa, me inebria.
Se o meu corpo te chama,
Não lutes mais,
Abra-te Cérebro!

M Soleni




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Pode copiar a vontade, não rogo pragas!